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Técnicas de iluminação: aprendendo a definir o fundo

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Uma vez analisado o percurso da luz ao sair de uma fonte luminosa através da Teoria do Losango, vamos agora relacioná-la à modelo e ao fundo do estúdio.

POR DANIEL MAGALHÃES

Inicialmente, com apenas uma luz, vamos explorar as potencialidades e características de cada set vendo como a luz que escolhemos para iluminar a modelo influencia no fundo. Vamos entender nesta parte como o tamanho e o posicionamento da fonte de luz e o tamanho do estúdio influenciam diretamente no tipo de fundo que vou ter em minhas fotos. Vamos aprender as inúmeras possibilidades que temos de criar tons de fundo interessantes e tipos de iluminação que atendam tanto a trabalhos mais comerciais quanto autorais.

Figura 1

Para começar este estudo, vamos citar um exemplo muito útil que Ansel Adams cita em seu livro O Negativo. Adams pede para que, em um experimento, coloquemos vários cartões brancos enfileirados, próximos a uma fonte de luz, como mostra a figura 1. Como nossa percepção está condicionada a ver todos os papéis como brancos, é assim que vamos vê-los nessa situação. Para a câmera, porém, o tom de cada papel está condicionado à quantidade de luz que ele reflete. Ao nos posicionarmos ao lado da fonte de luz, enquadrando todos os cartões e fotometrando no primeiro, vamos ver que o primeiro cartão tem seu tom real (pois medimos a luz nele) e, a partir do segundo ou do terceiro, teremos cartões de tom cinza claro, passando pelo cinza médio, cinza escuro, até o preto. Ao contrário do que constatamos visualmente, na foto os cartões mais afastados da luz vão escurecendo, pois eles refletem menos luz para o sensor. Mais à frente vamos aplicar esse caso à iluminação em estúdio.

 

TAMANHO DO ESTÚDIO E POSSIBILIDADES

Ministrando aulas, pude ver e ouvir sobre muitos estúdios de alunos adaptados em casas, salas comerciais ou outros espaços menores. Os alunos me perguntam sobre qual o espaço certo para um estúdio e sempre vemos que o tamanho ideal foge à realidade da maioria dos fotógrafos. Podemos fazer uma foto em qualquer espaço, mas é preciso entender a melhor forma de trabalhar dentro das limitações do nosso estúdio e extrair os melhores resultados com o que temos disponível. Espaços grandes nos possibilitam trabalhar a luz da modelo e do fundo de forma separada, evitando que uma luz preparada para iluminar um não influencie a do outro. Essa ideia de separação entre modelo e fundo é muito importante para termos controle e precisão nos resultados. Vamos aos exemplos:

Figura 2

Na figura 2 vemos o que acontece em um estúdio de tamanho menor, com paredes próximas e teto baixo. Podemos observar que a luz que ilumina a modelo é também rebatida em todos os cantos e afeta o fundo. A figura 3 mostra o que acontece em um estúdio de espaço maior, no qual a luz ilumina a modelo e se perde ao “viajar” no espaço do estúdio, sem atingir o fundo.

Figura 3

Muitos fotógrafos que utilizam estúdios menores alegam dificuldades em conseguir sombras mais profundas ou luzes mais direcionais em suas fotos. O problema está no fato de que temos, nesse caso, uma “caixa de luz”: teto e paredes estão servindo como rebatedores, preenchendo as áreas onde teríamos sombras mais marcadas, exatamente como vimos na figura 2. Outra causa desse problema está no fato de se utilizar apenas luzes de área 3 como luz principal, tipo os softboxes de 135x180cm ou maiores. As outras luzes, de área 2 ou 1, que podem trazer resultados interessantes quando utilizadas como luz principal, são interpretadas apenas como “luz de cabelo” ou luz de fundo.

 

OS TONS DE FUNDO

Vamos aqui, para compreender nosso estudo, mostrar como criar quatro tipos de fundo: branco, cinza claro, cinza escuro e preto. Na figura 2 podemos ver um exemplo de utilização de luz de área 3. A grande fonte de luz “embalou” a modelo, proporcionando poucas sombras, uma iluminação homogênea dos pés à cabeça e, ao percorrer o estúdio rebatendo nas paredes e teto, iluminou meu fundo, criando um tom suave.

Luzes de área 3 são muito úteis para fotografar se lookbooks, que são fotos técnicas de moda que têm apenas o objetivo de mostrar a coleção, pois evidenciam toda a produção por igual. Outras situações de grande aplicação são fotos de casais nas quais queremos movimento, grupos de pessoas, crianças brincando no estúdio e pessoas se movimentando em geral. A grande área de iluminação permite ao fotógrafo explorar a movimentação da pessoa fotografada.

Para conseguir fundos mais escuros, com sombras mais profundas, precisamos de acessórios de área 2 ou 1, como pequenos refletores ou pequenos softboxes. Os acessórios de área pequena não permitem que uma grande quantidade de luz atinja o fundo.

No exemplo desta foto abaixo, utilizei um softbox pequeno, de área 2. Podemos ver como o fundo está escuro. Devido ao tamanho reduzido do acessório, uma quantidade menor de luz se espalhou pelo estúdio, dando mais ênfase à modelo e iluminando menos o fundo (veja o esquema).

Também podemos conseguir fundos mais escuros com acessórios grandes, mas precisamos utilizar isopores para bloquear a luz, impedindo que ela chegue ao fundo. Nestas duas fotos abaixo utilizei um strip light, acessório similar ao softbox, só que mais estreito.

Foto: Daniel Magalhães

Foto: Daniel Magalhães

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gosto desse acessório, pois me permite iluminar um meio-corpo de forma homogênea, mas, por ser estreito, a luz não “embala” a modelo, criando sombras interessantes. Podemos observar neste caso que o fundo tem um tom mais escuro, o que me indica que pouca luz chegou até ele. Posicionei dois isopores grandes em cada lado da modelo, que impediram que a luz atingisse o fundo. Essa condição me impede de fazer um enquadramento mais aberto, pois os isopores estão logo ao lado da modelo.

O posicionamento da fonte de luz também é muito importante para o controle da tonalidade do fundo. Neste outro exemplo, abaixo, utilizando o mesmo strip light sobre a modelo, consegui concentrar a luz na pessoa fotografada, deixando um tom mais escuro no meu fundo, como forma de ressaltar a modelo. Por ser estreito, o strip light me permitiu concentrar a luz apenas no ponto que desejei. Aqui, relembro o exemplo citado por Ansel Adams em seu livro O Negativo: assim como os cartões que recebem menor intensidade de luz ficam mais escuros na foto, o meu fundo branco tornou-se cinza, pois refletiu menos luz para minha câmera.

Na seguinte foto, utilizei como luz principal um acessório muito usado para luz de fundo e contraluz: o refletor parabólico pequeno, de 180mm, com uma colmeia acoplada e barndoors. Podemos ver como o fundo está ainda mais escuro que o exemplo anterior.

Nessa outra foto, utilizei o mesmo acessório, só que agora adicionei um filtro vermelho ao barndoor, que já tem um encaixe próprio para receber esse acessório.

Para obter fundos ainda mais escuros, precisamos bloquear ainda mais a luz que ilumina o fundo. Particularmente, prefiro os fundos pretos conseguidos através da luz aos fundos pretos pintados. Para que nenhuma luz chegue ao fundo, podemos optar por acessórios ainda menores, bloquear a luz com isopores ou colocar uma grande distância entre a modelo e o fundo, caso possível. No seguinte exemplo, utilizei o mesmo refletor parabólico com barndoors das fotos anteriores e adicionei isopores ao lado e sobre a modelo para bloquear o fundo. Essas luzes de área 2 e 1 servem para trabalhos mais autorais e são amplamente utilizadas em fotos sensuais, pois conseguem dirigir a atenção de quem observa a foto, evidenciando as qualidades da pessoa fotografada e escondendo características menos desejadas.

Os fundos brancos são fundos nos quais temos uma intensidade maior de luz. No caso de fotos para recorte, nas quais precisamos recortar a pessoa posteriormente, é necessário conseguir um branco total em todo o fundo da foto. Para isso, precisamos de luzes de área 3, que proporcionam luzes de grande área de iluminação. Utilizo com frequência dois strip lights. Com a mesma carga, voltados para o fundo, eles conseguem deixá-lo todo branco. Para a modelo, posso usar qualquer acessório, dependendo da minha intenção. Na próxima foto, utilizei refletor portrait.

É necessário cuidado para que a luz que ilumina o fundo não volte na modelo, causando flare e deixando o contorno da pessoa pouco nítido. Em algumas vezes, assumi esse flare como um estilo da minha foto – eliminei a luz da modelo e a aproximei do fundo, colocando-a entre os strip lights (exemplo embaixo).

 

OUTRAS POSSIBILIDADES

As paredes do estúdio também podem gerar resultados interessantes e quebrar a monotonia do fundo infinito. Com acessórios grandes, de área 3, como softboxes, podemos ter uma luz homogênea, de sombras suaves.

 O strip light, por ser estreito, pode gerar sombras mais pronunciadas próximas da modelo, que ajudam a ressaltá-la. Com softboxes menores, de área 2 e distanciando a modelo do fundo, já podemos obter sombras um pouco mais pronunciadas. Podemos usar esse mesmo softbox mais lateralmente e, através dos acessórios da modelo, projetar grafismos interessantes na parede. Neste outro exemplo, tampei o refletor parabólico 180mm com dois isopores de modo a deixar apenas uma fresta, por onde a luz passou.

Uma vez compreendida a relação entre tamanho da fonte de luz, sombras e o espaço do estúdio, adquirimos maior consciência na hora de criar as luzes e dominar os resultados. Estes esquemas simples, com uma luz, objetivam melhorar essa compreensão e mostrar o universo de possibilidades que temos usando apenas uma fonte. Estes esquemas podem ser ainda reinterpretados e combinados de outras formas, gerando diferentes resultados.

Sobre o Losango

Na verdade, a Teoria do Losango é uma forma de dizer que a luz de fonte grande se concentra ao se afastar da pessoa fotografada. Serve para fins de visualização e para facilitar a compreensão desse conceito. Não tem a intenção de ser algo em nível científico. Ainda cabe dizer que, na maioria das luzes, sairá da fonte de forma circular, pelo próprio formato dos refletores, mas a visualização desse conceito através do Losango facilita o entendimento!

Fonte: http://photos.uol.com.br/materias/ver/66267

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Guest Terça, 29 Julho 2014

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